Secretaria de Saúde do Recife alerta para o aumento de infecções por Aedes Aegypti entre março e maio

Em 28/03/2016
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Secretário de Saúde do Recife apresentou índices das arboviroses à Comissão Especial. Foto: João Bita

Secretário de Saúde do Recife apresentou índices das arboviroses à Comissão Especial. Foto: João Bita

O Recife enfrenta hoje uma tríplice epidemia, com muitas notificações de dengue, zika e chikungunya. A previsão da Secretaria Municipal de Saúde é de que esse quadro ainda piore, já que um aumento nos casos é esperado para os meses de março a maio. As informações são do secretário municipal de Saúde, Jailson Correia. Ele apresentou as ações de combate e prevenção às arboviroses à Comissão Especial de Acompanhamento dos Casos de Microcefalia em Pernambuco, nesta segunda.

O gestor explicou que, se o padrão se confirmar, o número de infecções deve seguir o mesmo ritmo que a epidemia teve em 2015. “Se a gente imaginar que, entre março, abril e maio de 2015, nós tivemos uma circulação grande do vírus zika, é de se esperar de exatamente entre outubro e novembro, principalmente, do ano de 2015, nós tivéssemos o maior número de casos notificados. Agora, estamos no mês de março, abril, que são os meses onde há maior circulação de todos os vírus transmitidos pelo Aedes aegypti. Quanto mais a gente conseguir diminuir a circulação desse vírus agora, diminuir o número de casos de infecção pelo zika vírus, menos casos de microcefalia teremos no segundo semestre.”

Até agora, são 47 casos de microcefalia confirmados, no Recife, de outubro de 2015 a 15 de março de 2016. O Distrito Sanitário 4 concentra o maior número de confirmações: 14. A região inclui bairros como Cidade Universitária, Várzea, Cordeiro, Ilha do Retiro e Madalena.

Entre as ações apresentadas pelo secretário está uma parceria com a Emlurb, para evitar a reprodução do Aedes aegypti. Após a identificação de locais com entulho acumulado, o material está sendo recolhido num mutirão. Outro destaque é a instalação do Núcleo de Desenvolvimento Infantil, em funcionamento desde 4 de janeiro. O centro tem recebido todos os casos notificados de microcefalia no Recife e oferece tratamento especializado para as crianças.

A presidente da Comissão Especial, deputada Socorro Pimentel, do PSL, anunciou que o colegiado vai ouvir também as mães dos bebês que nasceram com a malformação. “Uma coisa é a gente ouvir um secretário, uma coisa é a gente ouvir um diretor de hospital, outra coisa é a gente ouvir o que essas mães estão passando e sentindo na pele o que eles estão sentindo. É totalmente diferente. Então elas vão expor todas as dificuldades, vão expor também as coisas boas que estão acontecendo. Mas a gente precisa dar voz a elas.”

A audiência pública com a presença das mães e das crianças com microcefalia vai ser realizada no dia 13 de abril, no Plenário da Alepe.